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LENHADOR
Era
um
lenhador
que
morava
numa
simples
casa
no
alto
da
montanha.
Viúvo,
cuidava
sozinho
de
sua
filha
pequena,
que
tinha
três
meses
apenas.
Contava,
somente,
com
a
ajuda
de
seu
cão,
um
excelente
animal,
dócil
e
fiel.
Certa
vez,
o
lenhador
saiu
para
buscar
madeira,
pois
o
estoque
já
estava
quase
no
fim.
Deixou,
como
sempre,
a
filhinha
adormecida
sob
a
guarda
do
cachorro;
o
animal
era
um
fiel
guardião.
Mas
desta
vez,
sentindo
um
estranho
pressentimento,
resolveu
voltar
mais
cedo
para
casa...
Viu
então
o
cachorro
correndo
em
sua
direção,
saltando
de
alegria,
como
habitualmente
fazia.
"Percebeu,
porém,
que
a
boca
do
animal
estava
toda
suja
de
sangue...Pensou
o
pior:
o
cão
havia
atacado
sua
filha.
O
coração
encheu-se
de
revolta
e
de
ódio.
Furiosamente
começou
a
golpear
o
animal
com
o
machado
que
trazia.
O
cão,
fiel
e
dócil,
como
sempre
fora,
recebia
os
violentos
golpes,
gemendo,
latindo,
sem
no
entanto
reagir,
morrendo
logo
em
seguida.
Depois
de
matar
o
cão,
o
lenhador,
desesperado,
entrou
correndo
em
sua
casa.
A
cena
era
assustadora!!
Tudo
estava
revirado.
Sangue
por
toda
parte!
Aos
prantos,
correu
para
o
quarto
da
filha.
Mas
o
que
ele
viu,
desta
vez,
partiu-lhe
o
coração,
consumindo-o
de
remorso:
o
quarto
estava
com
todos
os
móveis
quebrados
e
apenas
o
berço,
onde
a
filha
ainda
dormia,
estava
intacto,
sem
nenhum
arranhão.
No
chão,
uma
onça
morta
que
seu
fiel
cachorro
havia
matado
para
proteger
a
criança.
Síntese:
NÃO
PREJULGAR!.
NÃO
ACUSAR!.
NÃO
JULGAR
PELAS
APARÊNCIAS!!
(autor
desconhecido)
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